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sábado, 5 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Mundo Estranho
Não pertenço a
este mundo
Quem sou eu?
Acho que não
sei, se sei, não tenho certeza
Eu sou alguém
que vive á procura de algo
Eu sou alguém
que não sabe onde vive
Eu sou um ser
que ninguém sabe se existe.
Eu sou a
lápide que descansa emudecida
Eu sou as folhas
secas que voam sem rumo
Eu sou a cruz
fixada no outeiro
Eu sou o
arbusto que apodrece no desfiladeiro.
O mundo o qual
pertenço não é aquele onde vivo
Que desgraça!
Por que a vida é assim?
Tudo a minha
volta parece desabar
E onde quer
que esteja não há como escapar.
Vivo a vaguear
a noite, contemplando o sol sem brilho.
Aspirando a
melancolia exalada pelo vazio
Ó Metzli! Assim
sou eu, lucífugo, soturno e conflitante.
Diante disso,
estou padecendo nessa vida dura e consternante.
Aclahd Manson
04/07/09
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Cansaço
Cansaço
Sufocos angustiantes
Que a paz me retirara
Há muito foi embora consigo
A vida afugentada pelo cansaço.
De tudo à minha volta sou
repelido
Entre torturas estarrecedoras
A empolgação morre
Às chamas propulsoras do inferno.
O vazio consome todas as minhas
alegrias
E o vicio desse mundo, minhas
esperanças.
Lembro-me da inocência que um
dia possui
Da felicidade que me mim residiu
Do olhar ingênuo com que visava
à vida.
Um simples sorriso verdadeiro
Fora embora na infância
Vencido pelo cansaço.
Aclahd Manson
Angústia
Angústia
Por mais hipócrita que
eu queira ser,
Jamais conseguiria
mostrar
Em meu negro semblante
O motivo pelo qual
sofro tanto
Não se resume em um só
Mas é angustiante
saber
Que a felicidade nunca
fará parte de mim.
Não existem tristes
palavras
Capazes de me
descrever
É devastador!
Estou na iminência da
loucura.
Resignação e revolta
são sentimentos que
Disputam o vazio que
habita em minha mente
Enquanto isso, procuro
demonstrá-los
Por meio dos meus
versos decadentes.
Aclahd manson
27/08/09
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Caminhando entre as lápides
Na
escuridão da meia noite
Com o
olhar fundo e piedoso
Deito-me
observando o ambiente ocioso.
Um
ambiente que de repente me transforma
Sinto a
angústia dos calados
Que ali
descansam emudecidos
Como os
túmulos totalmente corroídos
A
presença do ar triste transparece em minha face
Entrego-me
aos meus desejos sanguinários
E à
luxúria proporcionada por meus pecados
Dissipando
os sentimentos que me são vedados.
Não
quero me prender a uma vida planejada
E,
portanto, assim viverei e assim morrerei.
Dan Rios
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Ilusão de um Sonho IV
Quem tu és?
Por que tão pouco proferes em meus sonhos?
Fruto de desgraça e morte
Que causa tanto ódio e felicidade
Tocou meu íntimo, desconhecido...
Morra comigo.
Seu olhar me atormenta
Sua ausência
Descontenta...
Seu sorriso hipnotiza
Sua alma
Escraviza...
O que me espera claramente lembro
Inofensivo, atormentado...
Flores murchas, pretas como luto.
Me vi de amor nas trevas sepultado
Resta-me apenas um desafio
Pensamentos de saudades
Daquele tempo que vivi
Dias leves que não te conheci
Porque surges em meus sonhos?
Vê o estado que a angústia tem me posto?
Ilusão e sofrimento desse amor
Um coração que já não pulsa
Provei minha insanidade
E espero encontra-lo em minha busca
E uma pena estarmos longe
Separados, isolados
Por essa distância tão abstrata
Sei que um dia irei tê-lo
Porque em meu afinco
Jamais irei perdê-lo.
Aclahd
Manson
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