quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
Lágrimas
Lágrimas cruéis
Queimam minha alma
Lágrimas cruéis
Acompanham meus lamentos
Dias e noites eu sofri
Ouvindo choros, canções tristes
Várias pessoas eu vi
Mortas para o sol, acorrentadas na dor
As noites foram piores.
Rios de lágrimas quentes
Escorrendo pelas estradas das angústias
Turvando o brilho da lua
Então eu que assistia tudo chorei
Chorei pelos homens, pela humanidade
Chorei por todos e meu coração sangrou
Sangrou até morrer de dor, chorei...
Minha alma ficou perdida,
Neste mundo de horrores
Minha alma morreu para o sol
Está acorrentada em todas as dores
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Só queria fazer da minha vida um filme...
Onde pudesse escrever minha própria
história
E mudar os fatos quando e como quisesse,
Minha vida assim talvez não fosse tão
lutuosa...
Aclahd Manson 21/12/12
Apreensão
Angústia, tudo que sinto nesse momento,
Já não sei mais o que busco nessa vida
Não queria ser nada
Não queria sentir nada
Não queria sonhar nada
Vivo num eterno desalento.
Sinto o peso do pecado de todo o mundo em
minhas costas
Definição do pecado por mim...
Consequencias da vida, que tanto o incomoda...
Não queria ter sentimentos
Não queria sentir dor
Não queria ter nascido
Queria me compreender... tudo na vida
parece passar
Exceto aquilo que tanto me destrói aos
poucos
Exceto aquilo que se agrava no tempo
Não tenho saída alguma, sinto desespero
no meu interior,
Minha mente apreensiva, desnorteada,
Ate quando estarei compartilhando essa
dor
Comigo mesmo....
Aclahd Manson 21/12/12
Aclahd Manson 21/12/12
terça-feira, 5 de junho de 2012
Tormento Eterno
Num surto inquietante
de sentimentos
Olho inesperadamente
para o meu interior
Enxergo o caos que em
mim reside
E todas as destruições
causadas por esta dor
A árdua existência que
antes apresentava
Já não atende aos meus
lamentos incessantes
Dessa forma estou
condenado
A uma vida desgraçada e
consternante
Meu corpo se desfaz aos
poucos
Como uma vela prestes a
se acabar
Os olhos me lavam com
sangue negro
Que não para de jorrar
A escuridão envolve-me
violentamente
Apagando-me deste mundo
Extinguindo tudo a
minha volta
Sentindo-me agora num
poço sem fundo
No lugar onde antes
existia um coração
Só há cinzas e
destroços
Do que pra mim seria as
últimas esperanças
De finalmente usufruir
e sentimentos ociosos.
By: Aclahd Manson
sábado, 2 de junho de 2012
P/ VC
"É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo."
(Fernando Pessoa)
sexta-feira, 1 de junho de 2012
Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve
cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento,
segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails
trocados...
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Todas as paixões nos levam a cometer erros, mas o
amor faz-nos cometer os mais ridículos.
Desejo a você, Fruto do mato, Cheiro de
jardim, Namoro no portão, Domingo sem chuva, Segunda sem mau humor e Sábado com
seu amor!
quarta-feira, 30 de maio de 2012
camisa
de força
Estou preso,
Pelo crime de usufruir da minha própria razão.
Estou preso,
Pela piada de reverter minha indignação.
Estou preso,
No labirinto em que todas as saídas me levam ao lamento.
Estou;
Chicoteado pela falsidade.
Espancado pela ambição.
Esquartejado pela ignorância.
Estuprado pelo meu desafeto.
Essa camisa de força [sínica];
Me tira do frio da vida.
Sem perceber me leva para o fundo,
Cada vez mais próximo do calor do inferno.
Estourado como uma bomba,
Meus contrastes me prejudicam,
Mas o tempo,
tempo de conhecimento;
Um dia irá rasgar essa camisa.
A camisa de força.
Pelo crime de usufruir da minha própria razão.
Estou preso,
Pela piada de reverter minha indignação.
Estou preso,
No labirinto em que todas as saídas me levam ao lamento.
Estou;
Chicoteado pela falsidade.
Espancado pela ambição.
Esquartejado pela ignorância.
Estuprado pelo meu desafeto.
Essa camisa de força [sínica];
Me tira do frio da vida.
Sem perceber me leva para o fundo,
Cada vez mais próximo do calor do inferno.
Estourado como uma bomba,
Meus contrastes me prejudicam,
Mas o tempo,
tempo de conhecimento;
Um dia irá rasgar essa camisa.
A camisa de força.
Texto de RAMON MULIN
terça-feira, 29 de maio de 2012
“Vivemos
numa sociedade de vitimização, onde
as pessoas sentem-se bem mais à vontade sendo
as pessoas sentem-se bem mais à vontade sendo
vitimizadas do que erguendo-se sozinhas.”
M. Manson
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Resignado?
Eu
sou apenas alguém
ou até mesmo ninguém
talvez alguém invisível
que a admira a distância
sem a menor esperança
de um dia tornar-me visível
ou até mesmo ninguém
talvez alguém invisível
que a admira a distância
sem a menor esperança
de um dia tornar-me visível
E
você?
é a minha angústia
é a minha angústia
(...)
Mas
você nada sabes!
nem da minha fraqueza
nem da minha covardia
nem da minha fraqueza
nem da minha covardia
(...)
sexta-feira, 18 de maio de 2012
A chuva cai lá fora, surrando, sem piedade o
telhado...
Raios e trovões cortam a escuridão do céu...
Como a tempestade está o meu ser, pois há muito
tenho
vivido nas profundezas masmorras, gélidas e escuras do meu
coração...
vivido nas profundezas masmorras, gélidas e escuras do meu
coração...
Quanto mais eu poderei suportar?
Eu quero liberdade. Eu quero ser amado.
Por que ninguém me vê?
Há tristeza em meu olhar...
E a dor aguda do vazio, me atormenta a todo
instante...
Como uma ferida aberta que nunca cicatriza.
Como uma ferida aberta que nunca cicatriza.
Tantos sentimentos contraditórios... Dúvidas...
Emoções que jamais vieram à tona...
Palavras que nunca foram pronunciadas...
Seja por orgulho, por medo ou mesmo por não se importar...
Seja por orgulho, por medo ou mesmo por não se importar...
Sempre racional... Previdente...
Laboriosamente sendo consumido pelo fel da
solidão.
Uma torrente de lágrimas transborda em meu
olhar.
Inundando-me por dentro... Torturando meu
coração...
Como a chuva lá fora, que cai insistentemente
batendo
na minha janela eque surra cruelmente o meu telhado...
na minha janela eque surra cruelmente o meu telhado...
Em meio a tantas agruras e aflições não posso
enxergar uma
luz no fim do túnel.
luz no fim do túnel.
O grito inaudível e preso na garganta...
O choro reprimido... Inconsolável... Silencioso
e amargo...
Serei eu mais uma vítima do jogo do destino?
Um corpo sem alma...
Estou preso nessa teia de sentimentos,
sacrificando-me por
meio de cada dia vivido.
meio de cada dia vivido.
Afogado em mágoas e rancores...
Sofrimentos e tristezas...
Uma vida não vivida...
De passado amargurado...
Com um presente solitário
E um futuro de morte... Inteiramente submerso em
dor.
Aclahd Manson
![]() |
Quando
dizemos que não há meios de escapar da solidão, não queremos dizer que isso é
difícil, mas que é completamente impossível. O que as demais pessoas conhecem a
nosso respeito são apenas nossas bocas movendo-se diante delas, e as ideias que
constroem a partir disso; em suas mentes, isso resulta numa visão de nós mesmos
tão deturpada quanto a visão que temos delas, que nos parecem existir apenas do
lado de fora; e não nos enganemos, nós passamos essa mesma impressão. Contudo,
assim como elas, nós existimos primariamente num nível privado que é
inacessível, significando que todo e qualquer contato sempre acontecerá de
forma indireta. Isso nos permite compreender que não há situação em que seria
possível escapar da solidão. Apenas podemos supor que um contato direto seria
agradável, mas isso é algo que imaginamos pelos verbos que vemos sair de outras
bocas, que se assemelham ao que nós próprios murmuraríamos. Talvez fosse
agradável ter um contato direto com a consciência de outra pessoa — e não
apenas com seu vocabulário —, mas isso é impossível. Em relação ao íntimo uns
dos outros, somos todos estrangeiros vivendo seu exílio pessoal. Cada qual está
trancado em si próprio, e só conhecemos o que os demais dizem de si, nunca eles
próprios; e nós também nunca seremos conhecidos, apenas ouvidos sobre aquilo
que dizemos de nós mesmos. Em suma, a solidão é a consciência de que vivemos
sozinhos em nossos corpos, e só podemos entrar em contato com outros indivíduos
por meio de gesticulações que nossos corpos executam — exatamente como se cada
qual morasse sozinho em uma casa, e só pudesse entrar em contato com outros
indivíduos por meio de cartas, sem jamais conhecer o interior de outras
residências.
André Díspore Cacian
Quando
dizemos que não há meios de escapar da solidão, não queremos dizer que isso é
difícil, mas que é completamente impossível. O que as demais pessoas conhecem a
nosso respeito são apenas nossas bocas movendo-se diante delas, e as ideias que
constroem a partir disso; em suas mentes, isso resulta numa visão de nós mesmos
tão deturpada quanto a visão que temos delas, que nos parecem existir apenas do
lado de fora; e não nos enganemos, nós passamos essa mesma impressão. Contudo,
assim como elas, nós existimos primariamente num nível privado que é
inacessível, significando que todo e qualquer contato sempre acontecerá de
forma indireta. Isso nos permite compreender que não há situação em que seria
possível escapar da solidão. Apenas podemos supor que um contato direto seria
agradável, mas isso é algo que imaginamos pelos verbos que vemos sair de outras
bocas, que se assemelham ao que nós próprios murmuraríamos. Talvez fosse
agradável ter um contato direto com a consciência de outra pessoa — e não
apenas com seu vocabulário —, mas isso é impossível. Em relação ao íntimo uns
dos outros, somos todos estrangeiros vivendo seu exílio pessoal. Cada qual está
trancado em si próprio, e só conhecemos o que os demais dizem de si, nunca eles
próprios; e nós também nunca seremos conhecidos, apenas ouvidos sobre aquilo
que dizemos de nós mesmos. Em suma, a solidão é a consciência de que vivemos
sozinhos em nossos corpos, e só podemos entrar em contato com outros indivíduos
por meio de gesticulações que nossos corpos executam — exatamente como se cada
qual morasse sozinho em uma casa, e só pudesse entrar em contato com outros
indivíduos por meio de cartas, sem jamais conhecer o interior de outras
residências.
André Díspore Cacian
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