quinta-feira, 3 de julho de 2014

Mundo Estranho



Não pertenço a este mundo

Quem sou eu?
Acho que não sei, se sei, não tenho certeza
Eu sou alguém que vive á procura de algo
Eu sou alguém que não sabe onde vive
Eu sou um ser que ninguém sabe se existe.

Eu sou a lápide que descansa emudecida
Eu sou as folhas secas que voam sem rumo
Eu sou a cruz fixada no outeiro
Eu sou o arbusto que apodrece no desfiladeiro.

O mundo o qual pertenço não é aquele onde vivo
Que desgraça! Por que a vida é assim?
Tudo a minha volta parece desabar
E onde quer que esteja não há como escapar.

Vivo a vaguear a noite, contemplando o sol sem brilho.
Aspirando a melancolia exalada pelo vazio
Ó Metzli! Assim sou eu, lucífugo, soturno e conflitante.
Diante disso, estou padecendo nessa vida dura e consternante.


Aclahd Manson

04/07/09

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