quarta-feira, 21 de maio de 2014



Meu Mundo

Caminhando entre as lápides
Na escuridão da meia noite
Com o olhar fundo e piedoso
Deito-me observando o ambiente ocioso.

Um ambiente que de repente me transforma
Sinto a angústia dos calados
Que ali descansam emudecidos
Como os túmulos totalmente corroídos

A presença do ar triste transparece em minha face
Entrego-me aos meus desejos sanguinários
E à luxúria proporcionada por meus pecados
Dissipando os sentimentos que me são vedados.

Não quero me prender a uma vida planejada

E, portanto, assim viverei e assim morrerei.

Dan Rios

segunda-feira, 19 de maio de 2014



Ilusão de um Sonho IV


Quem tu és?
Por que tão pouco proferes em meus sonhos?
Fruto de desgraça e morte
Que causa tanto ódio e felicidade
Tocou meu íntimo, desconhecido...
Morra comigo.

Seu olhar me atormenta
Sua ausência
Descontenta...
Seu sorriso hipnotiza
Sua alma
Escraviza...

O que me espera claramente lembro
Inofensivo, atormentado...
Flores murchas, pretas como luto.
Me vi de amor nas trevas sepultado

Resta-me apenas um desafio
Pensamentos de saudades
Daquele tempo que vivi
Dias leves que não te conheci

Porque surges em meus sonhos?
Vê o estado que a angústia tem me posto?
Ilusão e sofrimento desse amor
Um coração que já não pulsa
Provei minha insanidade
E espero encontra-lo em minha busca
E uma pena estarmos longe
Separados, isolados
Por essa distância tão abstrata
Sei que um dia irei tê-lo
Porque em meu afinco
Jamais irei perdê-lo.


                                   Aclahd Manson

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Escuridão Nebulosa

Noites que chegam a mim
Como ventos soprados à brisa noturna
Cercam minha alma e a escurece
Rouba-me o riso e a felicidade

Agora não sinto mais nada
Foi-se para sempre a alegria que sempre busquei
Noite maligna!
Partira meu corpo ao meio e cortara meu coração

Não tenho mais pele, ossos ou sentimentos,
E tudo que ouço são apenas visões
Que fazem a imagem do que busco enxergar
Posso sentir o desprezo da luz e de todos

Não sou mais nada
E tão pouco posso viver q esperança de ser
Levaram meus sentimentos
Destruíram minha existência

Sinto o frio do ar congelante penetrando meu interior
Mas não posso gritar
Pois aqui nada há
Nem morte, nem vida.


                                                        Aclahd Manson

Som da tarde


Um pouco de mim


A Infância

A meia noite toca a canção do silêncio, que favorece ali, sentado num sofá, aquele ser a despertar os mais profundos sentimentos.

Com uma infância bastante limitada, sorriu, chorou, divertiu-se, como qualquer criança normal, todavia, o tempo passou, e com ele as descobertas também. A infância, porém, ainda fazia parte da sua vida.
Sozinho

“Na infância eu não fui como os outros foram,
eu não vi como outros viram,
não pude trazer minhas paixões de uma fonte comum.
A partir da mesma fonte que eu não tenha tomado a minha tristeza;
Eu não conseguia despertar o meu coração e a alegria no mesmo tom.
E tudo que eu amei eu amei sozinho.
 Então na minha infância
No amanhecer de uma vida mais tormentosa
Foi elaborado de cada profundidade do bem e do mal o mistério que ainda me liga.”

Hoje

Com tantos anos que se passou, o amadurecimento tomou conta dele e, na mesma proporção, a tristeza e a angústia também, conformado com suas circunstâncias de vida ele criou seu próprio estilo de vida, rodeado de mistérios, ceticismo e prudência. Sempre convicto apenas da morte e da ideia de ter o poder de viver através de seu conhecimento, capaz de fazer tudo ao seu alcance para conquistar a felicidade, por mais distante que ela possa estar.
Sempre procurando às escuras uma luz que possa guiá-lo enquanto vivo, mesmo que assim seja: fúnebre, onde o ópio surge com alternativa para seu descanso ou para seu tédio constante. Há muito ele fugiu da realidade para o mundo dos sonhos, da ilusão e da fantasia, porque lá consegue compreender-se, assim sempre fora sua vida, evasiva à tudo aquilo que o trouxera repúdio, nojo, desprezo.

Eu sou sozinho

“Agora e depois estou assustado quando pareço esquecer
Como os sons se tornam palavras ou até mesmo frases
Não, eu não falo mais, e o que poderia dizer?
Desde que não há ninguém lá e não há nada a dizer.

Então, eu prefiro ficar no escuro, em silêncio e sozinho
Ouvindo um raio de luz ou um som
Ou alguém para conversar, para algo compartilhar
Mas lá não há esperança e não há ninguém lá.

Não, nem uma alma vivente
E não há mais nada a ser dito
No escuro eu permaneço totalmente sozinho
Dormindo a maior parte do tempo para suportar a dor

Eu sou o amante da solidão
Minha corte está deserta mas eu não me importo
A presença das pessoas é feia e fria
E é algo que eu não posso nem ver nem assimilar

Não, eu não falo mais, e o que poderia dizer?
Desde que não há ninguém lá e não há nada a dizer
Tudo é opressivo, tudo é tão pesado
Lá não há ninguém, e ninguém está lá.”
                                                                                              Aclahd Manson





quarta-feira, 14 de maio de 2014


Ilusão de um Sonho III

Aqui estou e mais uma vez,
À sua espera.
Aqui estou e mais uma vez,
Perdido na estrada,
Deserta...
Porque tenho em mim todas as esperanças
De longe enxergar...
Sua face triste e pequena
Que tanto me atormenta
Com esse desejo condenado
Pelo fado de tudo que cai sobre mim.
Mas sei que é isso que quero.
Por isso
Aqui estou e mais uma vez,
Buscando sua companhia singular
Chorando suas lágrimas
Que me lavam a alma
E despertam meu desejo sobre ti.
Agora mais que tudo quero encontrá-lo
 Vou seguir seu rastro
Fazer da sua sobra,
Meu refúgio.
Tocar sua pele fria e clara.
Agraciar seu medo.
Seremos um só
Onde estiver, estarei lá...
Se aqui estou
Mais uma vez será contigo.
                                                                Aclahd Manson
                                                                                                                                              02/04/13

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Desânimo

Desânimo

Sem piedade a tristeza devasta minha mente
Quando na mesma procuro
Os momentos felizes por mim vividos
E deparo-me apenas com espaços vazios e obscuros

Não compreendo tamanha deploração pelo meu ser
Gritos calados de agonia e sufoco
 São as únicas palavras transmitidas
Por uma falsa dicção mecânica.

Minha mente implora por descanso
Diante dos tormentos que a envolve
Dos julgamentos embrutecedores que me atingem
De tudo que vem a mim como desalento.
                                                                                 Aclahd Manson
                                                                                                              16/07/11