quinta-feira, 3 de julho de 2014

depressão


Mundo Estranho



Não pertenço a este mundo

Quem sou eu?
Acho que não sei, se sei, não tenho certeza
Eu sou alguém que vive á procura de algo
Eu sou alguém que não sabe onde vive
Eu sou um ser que ninguém sabe se existe.

Eu sou a lápide que descansa emudecida
Eu sou as folhas secas que voam sem rumo
Eu sou a cruz fixada no outeiro
Eu sou o arbusto que apodrece no desfiladeiro.

O mundo o qual pertenço não é aquele onde vivo
Que desgraça! Por que a vida é assim?
Tudo a minha volta parece desabar
E onde quer que esteja não há como escapar.

Vivo a vaguear a noite, contemplando o sol sem brilho.
Aspirando a melancolia exalada pelo vazio
Ó Metzli! Assim sou eu, lucífugo, soturno e conflitante.
Diante disso, estou padecendo nessa vida dura e consternante.


Aclahd Manson

04/07/09

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Cansaço


Cansaço

Sufocos angustiantes
Que a paz me retirara
Há muito foi embora consigo
A vida afugentada pelo cansaço.

De tudo à minha volta sou repelido
Entre torturas estarrecedoras
A empolgação morre
Às chamas propulsoras do inferno.

O vazio consome todas as minhas alegrias
E o vicio desse mundo, minhas esperanças.
Lembro-me da inocência que um dia possui
Da felicidade que me mim residiu
Do olhar ingênuo com que visava à vida.

Um simples sorriso verdadeiro
Fora embora na infância
Vencido pelo cansaço.

             Aclahd Manson                                                       

Angústia


Angústia

Por mais hipócrita que eu queira ser,
Jamais conseguiria mostrar
Em meu negro semblante
Um sorriso puro e feliz

O motivo pelo qual sofro tanto
Não se resume em um só
Mas é angustiante saber
Que a felicidade nunca fará parte de mim.

Não existem tristes palavras
Capazes de me descrever
É devastador!
Estou na iminência da loucura.

Resignação e revolta são sentimentos que
Disputam o vazio que habita em minha mente
Enquanto isso, procuro demonstrá-los
Por meio dos meus versos decadentes.
                                     Aclahd manson

                                                27/08/09

quarta-feira, 21 de maio de 2014



Meu Mundo

Caminhando entre as lápides
Na escuridão da meia noite
Com o olhar fundo e piedoso
Deito-me observando o ambiente ocioso.

Um ambiente que de repente me transforma
Sinto a angústia dos calados
Que ali descansam emudecidos
Como os túmulos totalmente corroídos

A presença do ar triste transparece em minha face
Entrego-me aos meus desejos sanguinários
E à luxúria proporcionada por meus pecados
Dissipando os sentimentos que me são vedados.

Não quero me prender a uma vida planejada

E, portanto, assim viverei e assim morrerei.

Dan Rios

segunda-feira, 19 de maio de 2014



Ilusão de um Sonho IV


Quem tu és?
Por que tão pouco proferes em meus sonhos?
Fruto de desgraça e morte
Que causa tanto ódio e felicidade
Tocou meu íntimo, desconhecido...
Morra comigo.

Seu olhar me atormenta
Sua ausência
Descontenta...
Seu sorriso hipnotiza
Sua alma
Escraviza...

O que me espera claramente lembro
Inofensivo, atormentado...
Flores murchas, pretas como luto.
Me vi de amor nas trevas sepultado

Resta-me apenas um desafio
Pensamentos de saudades
Daquele tempo que vivi
Dias leves que não te conheci

Porque surges em meus sonhos?
Vê o estado que a angústia tem me posto?
Ilusão e sofrimento desse amor
Um coração que já não pulsa
Provei minha insanidade
E espero encontra-lo em minha busca
E uma pena estarmos longe
Separados, isolados
Por essa distância tão abstrata
Sei que um dia irei tê-lo
Porque em meu afinco
Jamais irei perdê-lo.


                                   Aclahd Manson

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Escuridão Nebulosa

Noites que chegam a mim
Como ventos soprados à brisa noturna
Cercam minha alma e a escurece
Rouba-me o riso e a felicidade

Agora não sinto mais nada
Foi-se para sempre a alegria que sempre busquei
Noite maligna!
Partira meu corpo ao meio e cortara meu coração

Não tenho mais pele, ossos ou sentimentos,
E tudo que ouço são apenas visões
Que fazem a imagem do que busco enxergar
Posso sentir o desprezo da luz e de todos

Não sou mais nada
E tão pouco posso viver q esperança de ser
Levaram meus sentimentos
Destruíram minha existência

Sinto o frio do ar congelante penetrando meu interior
Mas não posso gritar
Pois aqui nada há
Nem morte, nem vida.


                                                        Aclahd Manson

Som da tarde


Um pouco de mim


A Infância

A meia noite toca a canção do silêncio, que favorece ali, sentado num sofá, aquele ser a despertar os mais profundos sentimentos.

Com uma infância bastante limitada, sorriu, chorou, divertiu-se, como qualquer criança normal, todavia, o tempo passou, e com ele as descobertas também. A infância, porém, ainda fazia parte da sua vida.
Sozinho

“Na infância eu não fui como os outros foram,
eu não vi como outros viram,
não pude trazer minhas paixões de uma fonte comum.
A partir da mesma fonte que eu não tenha tomado a minha tristeza;
Eu não conseguia despertar o meu coração e a alegria no mesmo tom.
E tudo que eu amei eu amei sozinho.
 Então na minha infância
No amanhecer de uma vida mais tormentosa
Foi elaborado de cada profundidade do bem e do mal o mistério que ainda me liga.”

Hoje

Com tantos anos que se passou, o amadurecimento tomou conta dele e, na mesma proporção, a tristeza e a angústia também, conformado com suas circunstâncias de vida ele criou seu próprio estilo de vida, rodeado de mistérios, ceticismo e prudência. Sempre convicto apenas da morte e da ideia de ter o poder de viver através de seu conhecimento, capaz de fazer tudo ao seu alcance para conquistar a felicidade, por mais distante que ela possa estar.
Sempre procurando às escuras uma luz que possa guiá-lo enquanto vivo, mesmo que assim seja: fúnebre, onde o ópio surge com alternativa para seu descanso ou para seu tédio constante. Há muito ele fugiu da realidade para o mundo dos sonhos, da ilusão e da fantasia, porque lá consegue compreender-se, assim sempre fora sua vida, evasiva à tudo aquilo que o trouxera repúdio, nojo, desprezo.

Eu sou sozinho

“Agora e depois estou assustado quando pareço esquecer
Como os sons se tornam palavras ou até mesmo frases
Não, eu não falo mais, e o que poderia dizer?
Desde que não há ninguém lá e não há nada a dizer.

Então, eu prefiro ficar no escuro, em silêncio e sozinho
Ouvindo um raio de luz ou um som
Ou alguém para conversar, para algo compartilhar
Mas lá não há esperança e não há ninguém lá.

Não, nem uma alma vivente
E não há mais nada a ser dito
No escuro eu permaneço totalmente sozinho
Dormindo a maior parte do tempo para suportar a dor

Eu sou o amante da solidão
Minha corte está deserta mas eu não me importo
A presença das pessoas é feia e fria
E é algo que eu não posso nem ver nem assimilar

Não, eu não falo mais, e o que poderia dizer?
Desde que não há ninguém lá e não há nada a dizer
Tudo é opressivo, tudo é tão pesado
Lá não há ninguém, e ninguém está lá.”
                                                                                              Aclahd Manson





quarta-feira, 14 de maio de 2014


Ilusão de um Sonho III

Aqui estou e mais uma vez,
À sua espera.
Aqui estou e mais uma vez,
Perdido na estrada,
Deserta...
Porque tenho em mim todas as esperanças
De longe enxergar...
Sua face triste e pequena
Que tanto me atormenta
Com esse desejo condenado
Pelo fado de tudo que cai sobre mim.
Mas sei que é isso que quero.
Por isso
Aqui estou e mais uma vez,
Buscando sua companhia singular
Chorando suas lágrimas
Que me lavam a alma
E despertam meu desejo sobre ti.
Agora mais que tudo quero encontrá-lo
 Vou seguir seu rastro
Fazer da sua sobra,
Meu refúgio.
Tocar sua pele fria e clara.
Agraciar seu medo.
Seremos um só
Onde estiver, estarei lá...
Se aqui estou
Mais uma vez será contigo.
                                                                Aclahd Manson
                                                                                                                                              02/04/13

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Desânimo

Desânimo

Sem piedade a tristeza devasta minha mente
Quando na mesma procuro
Os momentos felizes por mim vividos
E deparo-me apenas com espaços vazios e obscuros

Não compreendo tamanha deploração pelo meu ser
Gritos calados de agonia e sufoco
 São as únicas palavras transmitidas
Por uma falsa dicção mecânica.

Minha mente implora por descanso
Diante dos tormentos que a envolve
Dos julgamentos embrutecedores que me atingem
De tudo que vem a mim como desalento.
                                                                                 Aclahd Manson
                                                                                                              16/07/11

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Ouvindo nessa tarde It is safe sleep alone



(...) e em nenhum lugar posso me refugiar,
Fugir das minhas loucuras,
Dos meus sentimentos atormentados pela dúvida
Se o que carrego comigo é tão abstrato
Tão insistente...

Vivo a cada dia à espera do momento certo
A angústia me consome aos poucos
Tão sozinho crendo na esperança escassa

A vida é curta para esperar
Sua vinda, seus braços, seu corpo...
Se para tê-lo dever-se-ia ser assim
O pecado do passado me condenará para sempre

Não me calarei nunca...
Só preciso de um motivo para gritar
Tudo aquilo que durante muito tempo omiti
Não me cansarei nunca...
Só queria poder um dia ter deixado meus sentimentos vir à tona
A sua lembrança me cortaram as pernas
Não me resignarei nunca...
Só queria poder voltar no momento mais ignorante da minha vida
No momento mais triste
Não desistirei nunca...

Aclahd Manson
02/06/12

terça-feira, 29 de abril de 2014

lembranças





Sonhos


Ilusão de um Sonho

Ontem sonhei com você
E hoje pouco me recordo
Ontem a fragilidade do meu desejo idealizou você
E hoje choro a distância de nossos mundos.

Ontem estive feliz com você
E hoje descobri a inexistência de tudo
Sei que um dia virá
E estarei sempre à sua espera.

Sei que não será nenhuma perfeição
Mas terá outras qualidades.
Sei que esse sentimento de alguma forma existe,
Mas você, a simples ilusão de um sonho.
Dan Rios (A.M.)
31/03/13

Caminho Perdido




Caminho Perdido

Vi ao longe uma luz  me guiar,
por uma longa jornada
repleta de conquistas e decepções,
onde cada momento de esperança se desfaz a cada passo a dar.


Ha muito não sei o que é sorrir  verdadeiramente para mim.
Sinto falta da felicidade.
Da minha liberdade.
De tudo àquilo que a que tristeza pôs um fim.


O auge da minha debilidade deu-se afinco em meu peito.
No recôndito caminho a seguir,
em noites gélidas, caminho rumo ao abismo
perdido em meio à luz do sol desfeito.


Danço a sinfonia da solidão conforme toca.
Apego-me à sombra medonha que confronta meus passos
ao som imperante
assim me vejo... cada vez mais distante.


Enxergo a realidade no despertar dos meus sonhos.
A dor então firma-se na minha'alma
e conforma meu coração.
Uma vez não ser tudo isso apenas uma ilusão.


                                    Dan Rios (A.M.)