sexta-feira, 16 de maio de 2014

Um pouco de mim


A Infância

A meia noite toca a canção do silêncio, que favorece ali, sentado num sofá, aquele ser a despertar os mais profundos sentimentos.

Com uma infância bastante limitada, sorriu, chorou, divertiu-se, como qualquer criança normal, todavia, o tempo passou, e com ele as descobertas também. A infância, porém, ainda fazia parte da sua vida.
Sozinho

“Na infância eu não fui como os outros foram,
eu não vi como outros viram,
não pude trazer minhas paixões de uma fonte comum.
A partir da mesma fonte que eu não tenha tomado a minha tristeza;
Eu não conseguia despertar o meu coração e a alegria no mesmo tom.
E tudo que eu amei eu amei sozinho.
 Então na minha infância
No amanhecer de uma vida mais tormentosa
Foi elaborado de cada profundidade do bem e do mal o mistério que ainda me liga.”

Hoje

Com tantos anos que se passou, o amadurecimento tomou conta dele e, na mesma proporção, a tristeza e a angústia também, conformado com suas circunstâncias de vida ele criou seu próprio estilo de vida, rodeado de mistérios, ceticismo e prudência. Sempre convicto apenas da morte e da ideia de ter o poder de viver através de seu conhecimento, capaz de fazer tudo ao seu alcance para conquistar a felicidade, por mais distante que ela possa estar.
Sempre procurando às escuras uma luz que possa guiá-lo enquanto vivo, mesmo que assim seja: fúnebre, onde o ópio surge com alternativa para seu descanso ou para seu tédio constante. Há muito ele fugiu da realidade para o mundo dos sonhos, da ilusão e da fantasia, porque lá consegue compreender-se, assim sempre fora sua vida, evasiva à tudo aquilo que o trouxera repúdio, nojo, desprezo.

Eu sou sozinho

“Agora e depois estou assustado quando pareço esquecer
Como os sons se tornam palavras ou até mesmo frases
Não, eu não falo mais, e o que poderia dizer?
Desde que não há ninguém lá e não há nada a dizer.

Então, eu prefiro ficar no escuro, em silêncio e sozinho
Ouvindo um raio de luz ou um som
Ou alguém para conversar, para algo compartilhar
Mas lá não há esperança e não há ninguém lá.

Não, nem uma alma vivente
E não há mais nada a ser dito
No escuro eu permaneço totalmente sozinho
Dormindo a maior parte do tempo para suportar a dor

Eu sou o amante da solidão
Minha corte está deserta mas eu não me importo
A presença das pessoas é feia e fria
E é algo que eu não posso nem ver nem assimilar

Não, eu não falo mais, e o que poderia dizer?
Desde que não há ninguém lá e não há nada a dizer
Tudo é opressivo, tudo é tão pesado
Lá não há ninguém, e ninguém está lá.”
                                                                                              Aclahd Manson





Nenhum comentário:

Postar um comentário