sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dor e Aflições





A chuva cai lá fora, surrando, sem piedade o telhado...
Raios e trovões cortam a escuridão do céu...
Como a tempestade está o meu ser, pois há muito tenho 

vivido nas profundezas masmorras, gélidas e escuras do meu 

coração...
Quanto mais eu poderei suportar?
Eu quero liberdade. Eu quero ser amado.
Por que ninguém me vê?
Há tristeza em meu olhar...
E a dor aguda do vazio, me atormenta a todo instante...

Como uma ferida aberta que nunca cicatriza.
Tantos sentimentos contraditórios... Dúvidas...
Emoções que jamais vieram à tona...
Palavras que nunca foram pronunciadas... 

Seja por orgulho, por medo ou mesmo por não se importar...
Sempre racional... Previdente...
Laboriosamente sendo consumido pelo fel da solidão.
Uma torrente de lágrimas transborda em meu olhar.
Inundando-me por dentro... Torturando meu coração...
Como a chuva lá fora, que cai insistentemente batendo

na minha janela eque surra cruelmente o meu telhado...
Em meio a tantas agruras e aflições não posso enxergar uma 

luz no fim do túnel.
O grito inaudível e preso na garganta...
O choro reprimido... Inconsolável... Silencioso e amargo...
Serei eu mais uma vítima do jogo do destino?
Um corpo sem alma...
Estou preso nessa teia de sentimentos, sacrificando-me por 

meio de cada dia vivido.
Afogado em mágoas e rancores...
Sofrimentos e tristezas...
Uma vida não vivida...
De passado amargurado...
Com um presente solitário
E um futuro de morte... Inteiramente submerso em dor.


                                                                   Aclahd Manson




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